quinta-feira, 17 de março de 2011

Omissão NÃO!

O debate sobre a lotação e a carga horária dos professores da SEDUC, especialmente, os lotados nos espaços pedagógicos, ganhou destaque na blogosfera.

Hoje, ao fazer minha usual visita aos blogs, encontrei postagens sobre o assunto. (mais de 10), destaco duas abaixo:
 

Como omissão não combina muito comigo, entro no debate e exponho abaixo alguns argumentos sobre a questão: 

Inicialmente, registro que o conservadorismo sobre lotação de professor em espaço pedagógico é maior na rede estadual. Talvez, seja uma marca que uma ex-secretária de educação tenha deixado na SEDUC. Segundo ela, lugar de professor é na sala de aula, esta compreendida estritamente como a sala tradicional, composta por cadeiras, quadro, alunos e professores.

Outra constatação: a lotação de professores nos espaços pedagógicos não foi invenção da gestão passada. Prova disso que as prefeituras de Castanhal e de Belém (não governada pelo Partido dos Trabalhadores) despontam como referências em se tratando de informática educativa. 
A prefeitura de Castanhal lota os professores, nas salas de informática, com regularidade e fazem um trabalho maravilhoso; ganharam inclusive prêmios nacionais.

A prefeitura de Belém lota os professores com 200 h, carga horária máxima, sendo o NIED  responsável pela formação de todos os professores que atuam no CB-II.

Não tenho conhecimento de que a prefeitura de Belém ou de Castanhal estejam prestes a falir ou com salários atrasados... Ou mesmo com turmas sem professores... Os problemas são resolvidos com gestão eficiente.

O discurso do PSDB é de uma gestão técnica, feita com base em estudos, pesquisas, relatórios... Então, finalizo esta postagem com perguntas:

Alguém conhece qual o instrumento que foi utilizado para avaliar os espaços pedagógicos?

Como concluíram que podem reduzir a carga horária dos professores? Quais os parâmetros?

Reflexão:
Na primeira noite eles aproximam-se e colhem uma Flor do nosso jardim e não dizemos nada.
Na segunda noite, Já não se escondem; pisam as flores, matam o nosso cão, e não dizemos nada.
Até que um dia o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, Já não podemos dizer nada.

Vladimir Maiakóvski

Marcelo Carvalho

4 comentários:

Franz disse...

É isso aí! Um bom blogueiro nunca se omite diante de injustiças, de abusos de poder e desmandos de qualquer natureza, sejam da gestão pública ou privada.
FRanz

Marcelo Carvalho disse...

Oi Franz,

Nos anos 60, os irmãos Marcos Valle / Paulo Sérgio Valle, escreveram os seguintes versos:

"Viola em noite enluarada
No sertão é como espada"

Acho que neste início de século, o violão foi substituído pelo teclado de nosso computador e pelos blogs.

Um abraço,

Marcelo Carvalho

william freire disse...

são tantas as contradições, por que falta dinheiro para educação? por que cortar dos professores para saldar dívidas? se a gestão tucana realmente estivesse preocupada em conter gastos, não teria aceitado o aumento do salário do governador e seu secretariado: de 12 mil para mais de 20 mil reais, de 8 mil para 17 mil reais respectivamente...

Marcelo Carvalho disse...

Oi William,

Comparando os dados, os valores dos salários, fica evidente que educação não é prioridade deste governo.

Estamos no final do mês de março e ainda não sabemos nada do programa do governo para educação.

Um abraço,

Marcelo Carvalho