terça-feira, 21 de agosto de 2012

4º Concurso de Blogs Educativos

A partir de hoje estão abertas as inscrições para o IV Concursos de Blogs Educativos. 

Espero que todos participem! 

O Concurso de Blog visa implementar uma política de uso pedagógico contínuo das tecnologias de comunicação e interação na comunidade escolar, além de fomentar e promover o uso dos computadores e das ferramentas disponíveis na Internet, produzir conteúdos e conhecimentos dentro e fora do espaço escolar, envolvendo gestores, professores, alunos e a comunidade.

                                                 

 O concurso premiará as seguintes categorias: os três melhores blogs de escolas, os três melhores blogs de professores e os três melhores blogs de alunos (nas subcategorias: do 1º ao 5º ano, do 6º ao 9º ano e do Ensino Médio), serão premiadas também as seguintes categorias: responsável pela criação e coordenação do blog de escola eleito em 1º lugar e aluno que tenha feito a melhor postagem.

Sucesso a todos!
Acesse o blog do NTE Marabá e saiba mais sobre o concurso.
 Marcelo Carvalho

domingo, 19 de agosto de 2012

As tetas

Rômulo e Remo são, segundo a mitologia romana, dois irmãos gêmeos, um dos quais, Rômulo, foi o fundador da cidade de Roma e seu primeiro rei.

Segundo a lenda, um animal, a loba capitolina, teria amamentado os gêmeos.

Verdade ou não o mito foi atualizado e hoje a loba atende pelo nome de prefeitura:



Imagem: Facebook

Marcelo Carvalho

sábado, 18 de agosto de 2012

Mais uma excelente postagem do NTE Ananin

O que há de melhor nos NTEs paraenses?

R- Os multiplicadores!

Pesquisa científica e práxis: os dois remos da educação


A equipe do NTE Ananindeua socializa a publicação dos relatos de experiência dos professores:
 Outra novidade é que os formadores Giselle Bezerra, Eric Siqueira e Célia França receberam Cartas de Aceite para apresentarem seus trabalhos no 4° simpósio Hipertexto e Tecnologia na educação em Recife em novembro/2012. Os trabalhos são: "Twitter na Educação: uma experiência com alunos da educação de jovens e adultos" (por Giselle e Eric) e "Inclusão Digital na educação básica brasileira- Projeto UCA no Estado do Pará"(por Célia).



O NTE se sente representado pelos colegas, pois estas ações são frutos de um trabalho contínuo de formações, sem perder o foco da pesquisa científica que fundamenta cada vez mais novas práticas didático-pedagógicas.
Post: TC

Postagem publicada originalmente em http://nteananindeua.blogspot.com.br/

Para qualificar o debate sobre o resultado do IDEB 2012:


Os dados do IDEB, em geral, e das taxas de desempenho (aprovação) e de rendimento nas provas padronizadas, em particular, poderiam receber outros filtros que permitiriam o aprofundamento do reconhecimento da realidade da educação paraense. Mas algumas conclusões são factíveis e destacamos algumas:

60. Temos o pior ensino médio do Brasil!
61. Temos o pior ensino médio ofertado por uma rede pública estadual de ensino do Brasil!
62. Temos uma das piores redes privadas de ensino médio do Brasil!
63. Os resultados estão piorando em relação às avaliações anteriores e aos outros estados brasileiros.
64. A avaliação dos diferentes indicadores que resultam no IDEB revela que, em geral, os diferentes estados da Federação quando têm desempenho ruim em um indicador, melhoram em outro, ou quando tem desempenho fraco em uma matéria (português ou matemática) melhoram em outra, mas no caso do Pará estamos ruins em todos os indicadores e nas duas matérias, agravando-se a situação quando consideramos apenas a rede estadual de ensino.
65. A má qualidade da educação é um problema endêmico no Pará, como já dissemos, dada a sua generalização. Em um estudo anterior (apresentado em um evento acadêmico) já havíamos verificado que outras redes de ensino (de escolas municipais, de escolas confessionais e de escolas federais) também estão, dentro de suas categorias, entre as piores do Brasil.
66. Nossos alunos não passam de ano e os que passam revelam não ter apreendido adequadamente os conteúdos que deveriam ter sido trabalhados em sala de aula.
67. Tão grave quanto estes péssimos resultados é o fato de que eles estão piorando. Aprovamos pouco e estamos aprovando menos ainda. Nossos alunos não aprenderam e estão aprendendo cada vez menos.
68. Mas quais seriam as causas deste grave quadro? Elas precisariam ser bem estudadas, mas, de antemão, não concordamos que se possa identificar uma única causa para esta situação e também discordamos de qualquer tentativa de responsabilizar os professores pela má qualidade da aprendizagem. Eles também são vítimas e fazem mais parte da solução do que do problema.
69. Temos uma hipótese de que esta situação pode ser entendida em função da falta de compromisso de nossas elites com a boa formação de seu povo. Temos uma elite que convive bem com diferentes mazelas que afligem os paraenses: trabalho escravo, pedofilia, falta de saneamento, grande concentração de terras e riquezas, assassinatos de lideranças políticas, corrupção generalizada, precariedade da saúde pública etc.
70. O desenvolvimento da região sempre foi dependente, o que tínhamos de melhor nunca ficou para o povo trabalhador, vide os ciclos da borracha, dos grandes projetos e da agroindústria. Quem ganhou e quem ganha com eles? Não foi e nem é povo o trabalhador. Neste quadro, então, o que significa não ter uma educação de qualidade?
71. Parte do problema também pode ser explicada pelos baixos investimentos na educação. Enquanto o gasto médio de um estudante de ensino médio nos países da OCDE[2] – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – é de mais de 10 mil dólares, no Brasil este custo fica em torno de 2,5 mil. No Pará é menos de dois mil dólares.
72. Em relação ao pífio desempenho da rede estadual de ensino, que forma principalmente jovens e adultos de origem popular, deve-se destacar o caos que é a gestão da educação pública no estado. Só para citar um fato, até hoje o Governo Estadual não divulgou um projeto para o ensino médio, ou seja, a SEDUC não tem um documento orientador para a organização do trabalho pedagógico. Fica valendo apenas a boa vontade de professores, técnicos e gestores educacionais.
73. É necessária a vontade política para implementar as mudanças necessárias. A situação piorou na última avaliação e o Governo e a SEDUC têm que explicar estes resultados, fazendo a sua leitura dos dados e indicando as medidas que vão ser tomadas para a modificação do quadro deplorável verificado. O Estado tem que assumir sua responsabilidade e o Governo do estado principalmente.
74. Também os dirigentes das diferentes redes de ensino têm que explicar seus resultados tão ruins, já que os custos de uma escola privada no Pará se aproximam dos custos de boas escolas brasileiras.
75. Também a sociedade civil não pode ficar impávida frente a este desastroso quadro. É necessário maior acompanhamento e pressão sobre a gestão da coisa pública. Em um país sério estes resultados seriam objeto de uma grande agitação popular, mas parece que a má qualidade da educação não parece provocar a indignação geral da sociedade. Deveria pelo menos mobilizar organizações estudantis e de trabalhadores da educação.
76. Também outros órgãos de estado devem se manifestar. Ministério Público e Conselho Estadual de Educação, por exemplo, não podem ficar inertes e devem cumprir suas obrigações fiscalizando e cobrando melhorias na educação ofertada ao povo paraense.
77. Chegamos ao fundo do poço? Cremos que não. Diz a sabedoria popular que tudo, sempre, pode piorar. Portanto, devem-se buscar os caminhos para a qualificação da educação básica paraense. Um bom caminho para começar seria a identificação do que fazem as boas escolas. Em geral nestas há uma boa infraestrutura predial e pedagógica, valorização, formação continuada e respeito ao trabalho docente, bom ambiente de trabalho e acompanhamento da vida escolar pela sociedade e pelas famílias.
78. Os resultados do IDEB, mais que números, revelam que a juventude paraense tem seu presente prejudicado e o seu futuro ameaçado!

Por: Profº Ronaldo Marcos de Lima Araujo[3] e Profª Maria Auxiliadora Maués de Lima Araujo[4]

O texto na íntegra pode ser lido aqui http://emdialogoamazonia.blogspot.com.br/2012/08/chegamos-ao-fundo-do-poco-temos-o-pior.html#more
 
A reflexão acadêmica sobre o IDEB é importante, principalmente para relativizar as últimas declarações da SEDUC. Segundo o seu titular a responsabilidade pelo fracasso é dos professores e de seus movimentos reivindicatórios, leia-se as greves. 

Seria bom comparar o IDEB do estado com o dos municípios, perceberemos que os índices de Belém e de Ananindeua são melhores que o da SEDUC. 

É conveniente lembrar que boa parte dos professores trabalha nas duas redes de ensino, portanto, o argumento de que a culpa é dos professores é muito frágil, concordam?
Marcelo Carvalho

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Pará tem o pior IDEB do Brasil

Em homenagem ao nosso desonroso resultado, publico uma bela tese:

 

Imagem: Google

Havia certa vez um homem  navegando com seu  balão, por um  lugar desconhecido. Ele estava completamente  perdido, e  qual grande foi sua surpresa quando encontrou uma pessoa...  Ao reduzir um  pouco a altitude do balão, em uma distância de 10m  aproximadamente, ele gritou para a pessoa:

 - Hei, você aí , aonde eu estou?  E então a jovem  respondeu:

 - Você está num balão a  10 m de altura!

 Então o homem fez outra pergunta:

- Você é professora, não é?

  A moça respondeu:

- Sim...puxa! Como o senhor adivinhou?

 E o homem:

- É simples, Você me deu uma resposta tecnicamente  correta, mas que não me serve para nada...

 Então a professora  pergunta:

 - O senhor é secretário da educação, não é?

 E o homem:

- Sou...Como você  adivinhou???

  E a Professora:

- Simples: o senhor está completamente perdido, não sabe fazer nada e  ainda quer colocar a culpa no  professor. 

 

**********

É ou não é uma bela tese?

Marcelo Carvalho

Ps. A "tese" foi postada em vários blogs, autor desconhecido.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

IDEB 2011, o Pará em último, de novo


IDEB - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica

Ensino médio regular - evolução entre 2009 e 2011

Unidade da Federação     Ideb 2009       Ideb 2011         Evolução
Santa Catarina     4,1 4,3 0,2
São Paulo     3,9 4,1 0,2
Paraná     4,2 4 - 0,2
Minas Gerais     3,9 3,9 0
Mato Grosso do Sul     3,8 3,8 0
Goiás     3,4 3,8 0,4
Distrito Federal     3,8 3,8 0
Rondônia     3,7 3,7 0
Ceará     3,6 3,7 0,1
Rio de Janeiro     3,3 3,7 0,4
Rio Grande do Sul     3,9 3,7 - 0,2
Roraima     3,4 3,6 0,2
Tocantins     3,4 3,6 0,2
Espírito Santo     3,8 3,6 - 0,2
Amazonas     3,3 3,5 0,2
Acre     3,5 3,4 - 0,1
Pernambuco     3,3 3,4 0,1
Paraíba     3,4 3,3 - 0,1
Mato Grosso     3,2 3,3 0,1
Piauí     3 3,2 0,2
Sergipe     3,2 3,2 0
Bahia     3,3 3,2 - 0,1
Amapá     3,1 3,1 0
Maranhão     3,2 3,1 - 0,1
Rio Grande do Norte     3,1 3,1 0
Alagoas     3,1 2,9 - 0,2
Pará     3,1 2,8 - 0,3
  • Fonte: MEC/Inep
Comentário do blogueiro:

Como diria minha mãe, além da queda o coice, ou seja, não conseguimos melhorar, mas conseguimos ficar pior.

É a tal da educação em caos integral.


Marcelo Carvalho

Fé na mudança

A campanha está nas ruas, vamos lá, com garra e fé, escrever uma outra história.
 
Professora Romana em Augusto Côrrea e Padre Nelson em Bragança.

Canapu: para o poeta, gosto de framboesa

Eu só queria ter do mato
Um gosto de framboesa (...)

O Canapu, não tem gosto de framboesa, mas tinha em quase todas as ruas da Marambaia, quando moleque comia de manhã, de tarde e de noite, muitas vezes era a sobremesa, em outras o lanche principal.
Imagem:  www.Portalagropecuário.com.br via Facebook
Marcelo Carvalho

domingo, 12 de agosto de 2012

Meu pai ou ainda sobre a dialética

Meu pai, Osvaldo Carvalho, valeu muito, pelo que ensinou intencionalmente e mais ainda por aquilo que aprendi por acaso, só observando, embora ele nem tenha sabido disso. 
As lições ocultas revelam-se mais importantes e na maioria das vezes é uma contradição, aprendi a ser o que sou justamente aprendendo a ser diferente, o contrário do que via, também, graças a dialética.
 Marcelo Carvalho

Cabelo ou sobre a dialética ou sobre o dia dos pais

Hoje completa dois anos que cortei o meu cabelo, lembro por que foi o Gabriel que fez pressão para que eu cortasse.

Ele é bem conservador, cumprindo a lei da dialética, negação da negação, ele não gosta de homem cabeludo e que usa brinco, ele dizia que meu cabelo era maior que o da mãe dele etc. 
Aí no dia dos pais de 2010, levei ele no salão e mandei cortar o meu cabelo, ele entendeu o gesto, ficou feliz, saiu todo orgulhoso do pai e nunca mais me perturbou.

Hoje meu cabelo continua grande e ele até faz uns cafunés, de vez em quando, pois ele continua conservador, maldita dialética!

Marcelo Carvalho

sábado, 11 de agosto de 2012

Escola em caos integral - Parte II

Protesto contra "abandono" da Antônio Gondim Lins reuniu 150 alunos

"Não vou ficar parado, quero o Gondim reformado". Estas foram algumas das palavras de ordem do protesto dos alunos do turno da manhã da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Antônio Gondim Lins. A manifestação reuniu mais de 150 estudantes em frente à escola, localizada na rua SN 21 no conjunto Cidade Nova VI, no início da manhã de ontem. Eles denunciaram a falta de segurança na escola e reivindicaram a reforma do prédio. 


O colégio funciona em três turnos e tem 2.700 alunos matriculados, mas o turno da noite funciona apenas com 30% das turmas, em virtude da falta de lâmpadas na maioria das salas de aula e insegurança na escola. Três alunos levaram a reportagem para fazer um "tour" nas instalações para comprovar a precariedade e o abandono do prédio. 

Thiago Oliveira da Silva, 15 anos, aluno do 1º ano do ensino médio, indicou uma das salas de aula onde os fios elétricos estão descascados e expostos. "É um risco de pegar choque e se ferir. Sabe como é aluno, adora ficar correndo, se empurrando e se encostar aqui vai pegar um choque", alerta Thiago. Ele também reclamou da falta de água na escola. "Nós iniciamos o semestre e continua com esse problema (falata d’água nos bebedouros). Nós entramos aqui sete horas e saímos ao meio-dia. Sabe o que é passar a manhã toda sem beber água? É horrível. Os alunos da tarde sofrem ainda mais que a gente, porque o calor é maior e dá mais vontade de beber água", diz aluno.

Fonte: http://www.orm.com.br/

Marcelo Carvalho

Ps. Depois postarei as fotos do protesto.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Presidenta Dilma e governadora do Pará


Hoje na Perereca leio o seguinte:

E se o Governo Federal não tivesse lançado esse tal de Proinvest, um programa para combater a crise econômica, e do qual Jatene espera captar quase R$ 1 bilhão, ou quase a metade desses “papagaios”: quer dizer que a Agenda Mínima se transformaria em um impressionante estelionato?

(...)

O dinheiro desses empréstimos, inclusive o do Proinvest, deve chegar aos cofres estaduais através de três instituições financeiras: BNDES, BID e Banco do Brasil.

Leia a íntegra aqui

Conclusão: A presidenta Dilma é que governará o Pará!


Adeus reeleição do Jatene.

Marcelo Carvalho

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Aos amigos de Bragança


Está chegando a hora de escolher quem governará a cidade pelos próximos quatro anos.

O Pe. Nelson representa um projeto democrático-popular, com ampla inserção nos movimentos sociais, com sólida atuação em favor da classe trabalhadora, portanto, está qualificado para governar em nome da maioria do povo bragantino.

Para Bragança avançar, em outubro, vote 13, vote Pe. Nelson.





Marcelo Carvalho

Escola em caos integral: A educação pede socorro


O NTE visitou nesta terça-feira, dia 07 de agosto, a Escola Raimundo Vera Cruz onde também está localizada a USE 14. Na ocasião verificamos toda a sua estrutura física e, sobretudo, o espaço que está destinado a sala de informática. Em virtude da reforma, que já se arrasta por 2 anos, a escola está fazendo a adaptação de diversos espaços internos em uma tentativa de atender a demanda de atividades propostas nas turmas de Tempo Integral. Durante a conversa que tivemos com a diretora Socorro Farias e o gestor José Maria nos falaram das inúmeras dificuldades que eles estão tendo para manter o funcionamento da escola, que sem duvida alguma está em estado de caos integral. As obras estão paradas, e os equipamentos estão em severo processo de degradação. Entre amontoados e poeira, as máquinas do laboratório de informática padecem lentamente. Essa falta de estrutura compromete o atendimento as necessidades da ETI e a gestão da direção da escola que necessitam de um mínimo de condições para que esse processo realmente aconteça de forma satisfatória.
Em meio aos problemas e dificuldades constatadas, sobra muita vontade de transformação daquele espaço por parte dos professores e funcionários que estão ávidos pela utilização das tecnologias e equipamentos disponibilizados pelo projeto.
O NTE Ananin está a disposição para o assessoramento técnico e pedagógico para que os professores possam empregar as tecnologias de acordo com a sua necessidade.
Até o fim desta semana a diretora irá fazer um esforço para liberar o espaço destinado a sala de informática - que no momento está sendo utilizado como depósito da merenda escolar - com isso poderemos iniciar os cursos de formação e as oficinas.
Ficamos aqui na torcida para que tudo dê certo e que a educação consiga encontrar um caminho que não seja feito só de pedras.

Sala de informática usada como depósito de merenda escolar.
Equipamentos guardados em condições precárias por falta de espaço
 
O texto acima foi postado no blog do NTE Ananin, que é coordenado pelo meu amigo, professor Tony Cunha, é um relato veemente sobre as dificuldades enfrentadas por alunos, professores e funcionários da Escola Estadual Raimundo Vera Cruz. 
 
Nos chama a atenção o fato de não ser uma escola qualquer, é uma escola de grande porte, localizada no centro de Ananindeua, sede de uma Unidade Seduc na Escola - USE, e mais importante é uma das escolas escolhidas pelo governo para a fase piloto do projeto Escola de Tempo Integral.
 
Porém, como sugere o excelente título do texto, de integral na escola somente o caos!
 
É o que acontece com um governo que faz a propaganda antes do trabalho, antes da obra executada. 

Marcelo Carvalho
 
 

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

50% das vagas em Universidades Federais para cotas


BRASÍLIA - O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira, reserva de pelo menos 50% das vagas das universidades públicas e escolas técnicas federais para alunos que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. Dentro dessa reserva haverá cotas social e racial. A regra valerá por dez anos. A proposta, que tramitava há quatro anos na Casa, vai à sanção da presidente Dilma.

Do total de vagas reservadas para alunos de escolas públicas, metade será destinada a estudantes oriundos de famílias com renda até um salário mínimo e meio per capita, ou seja, R$ 933. O projeto também estabelece que essas vagas serão preenchidas, por curso e turno, por autodeclarados negros, pardos e indígenas, de acordo com sua distribuição em cada estado da Federação, de acordo com o IBGE.

Adivinhe quem foi contra?

O PSDB de São Paulo, representado pelo senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). 

É por essas e outras que este tipo de oposição só faz diminuir.

Agora é esperar os futuros médicos, engenheiros, advogados oriundos das escolas públicas. É com estas medidas que se constrói um país mais justo, como diz a presidenta, país rico, é país sem miséria.

Em 2014, o meu voto já está fechado, é Dilma de novo!

Fonte: O Globo

Marcelo Carvalho

E a tal CERM, alguém viu a cor do dinheiro?


Em Minas Gerais

O governo de Minas Gerais saiu vitorioso no primeiro embate com a mineradora Vale, contra a cobrança da taxa de controle, monitoramento e fiscalização das atividades de pesquisa, lavra, exploração e aproveitamento de recursos minerários (TFRM). O presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Cláudio Costa, derrubou medida liminar que a companhia havia obtido ao sustentar a ilegalidade da taxa de mineração em mandado de segurança impetrado na 1ª Vara de Feitos Tributários da Justiça mineira.

(...) informou ontem que o estado arrecadou quase R$ 3 milhões em maio, quando o recolhimento começou, de uma estimativa ao redor de R$ 50 milhões de receita (...)

 
No Pará

Vale consegue liminar para não pagar taxa de mineração no Pará

A Vale obteve na Justiça do Pará uma liminar (decisão temporária) que libera a empresa de pagar ao Estado uma recém-criada taxa de mineração até a conclusão de um processo que questiona a legalidade do tributo.



Resultado: 

Os paraenses não viram nem a cor do dinheiro da tal Lei nº 7.591, de 28 de dezembro de 2011, que institui a Taxa de Controle, Acompanhamento e Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento de Recursos Minerários - TFRM e o Cadastro Estadual de Controle, Acompanhamento e Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento de Recursos Minerários - CERM.

Lei que foi usada e abusada na campanha do plebiscito.

Marcelo Carvalho

Dois em um


O plebiscito que propunha a reorganização territorial do estado do Pará é página virada, a vitória do “não”, encerrou a questão, certo? 

Não e não!

Como evidências existem dois fatos, aparentemente desconexos, mas que podem ser analisados em conjunto: a eleição do SINTEPP e a eleição municipal em Marabá.

A novidade da eleição do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Pará, foi a chapa 5, composta por representantes do Tapajós. Dados extras-oficiais informam que esta chapa obteve 15% dos votos, para que se tenha uma ideia da expressividade desta votação basta comparar aos votos da chapa 2 e 3, lideradas por PSTU e PC do B, respectivamente, ambas não alcançaram 10% dos votos.

Ainda segundo informações extras-oficiais a chapa tapajônica está correndo o risco de ter seus votos anulados e ficar de fora da composição da coordenação estadual do sindicato (segundo o estatuto, a eleição é proporcional e a chapa que obtém 10% de votos está habilitada a ocupar cargos na coordenação).

Os detalhes deste imbróglio são desconhecidos do público, a eleição ocorreu em junho e até hoje o resultado não foi oficializado, ninguém sabe quem venceu, qual a votação de cada chapa e o total de votantes.

Se realmente a chapa tapajônica tiver alcançado os 15% dos votos e mesmo assim ficar de fora da coordenação, será mais uma manifestação do centralismo conservador daqueles que defendem a hegemonia da capital sobre os demais municípios paraenses.

Leia o desabafo de um dos representantes da chapa tapajônica, postado no Facebook:

(...) agora o sindicato que se diz defensor da categoria usar de manobras mais sórdidas do que as praticadas pelos governos corruptos contra sua própria categoria isso é inadmissível, eu no seu lugar teria vergonha de falar de alguém que é corrupto, pois sabes muito bem que a única razão da Coordenação Estadual tentar anular os votas da Capa 5 foi medo de que a caixa preta do sindicato fosse aberta, mais isso vai acontecer de qualquer jeito não percam por esperar. 
 

O outro fato é a eleição municipal em Marabá, leia aqui, o efeito plebiscito.

Marcelo Carvalho

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Aos "traíras" de plantão!



Sempre que escuto histórias de traição ou de delação, me lembro da música Pastores da Noite, de Vital Lima.

As piores histórias de traição ou de delação são as que ocorrem no ambiente de trabalho, principalmente, quando o vendilhão não ganhará, nem as 10 moedas.

A intriga e a má-fé são criadas apenas para ficar bem “aos olhos” da chefia.

Na maioria das vezes o resultado esperado pelo vendilhão não ocorre e o bajulador é substituído na primeira oportunidade.

As únicas coisas capazes de assegurar sucesso e perenidade são o trabalho e o talento, virtudes ausentes em gente covarde.

Ouçam a bela música de Vital Lima:


Pastores da Noite

Reagrupar os pastores
Em torno da mesa, da hóstia,
Do vinho e do pão.
Quem, dessas faces de bronze,
Por trinta dinheiros,
Foi o vendilhão?

Reinventar cada espaço
E fazer da palavra
O estilete dilacerador
E dizimar o rebanho
Que ovelhas negras traíram o Senhor.

Mirra, incenso, ouro e prata
As negras ovelhas roubaram do nobre senhor
E endoideceram as vozes mais roucas
E veio um silêncio enlouquecedor.
Mas quem usou do chicote
Lanhou-se também nas farpas que se utilizou.
Agnus Dei qui tolis pecata mundi
Misericórdia!


Falta de transparência nas eleições do SINTEPP




O SINTEPP, Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública da Pará, realizou eleição nos dias 18 e 19 de junho, e por incrível que pareça, até hoje o resultado não foi oficializado.

O longo período entre a eleição e a proclamação dos eleitos, torna o processo suspeito, principalmente, ao considerar que o Brasil é um exemplo mundial na tecnologia de votação eletrônica, a qual permite anunciar o resultado em 24 ou 48 horas.

Onde falta transparência, sobra suspeita de irregularidades. 

No Facebook, leio o seguinte comentário: “a chapa 5 obteve 15% dos votos e mesmo assim não foi incluída nos cargos da diretoria”.

Em outro trecho, leio que as urnas eram de papelão e não tinham itinerários definidos previamente.

No site do SINTEPP a confirmação do amadorismo, está escrito o seguinte:

“várias subsedes nos informaram que trarão o material solicitado em mãos, portanto, a Comissão Eleitoral acolherá o material eleitoral que chegar até às 18 horas do dia 03 de agosto de 2012”. (http://www.sintepp.org.br/v2011/noticias/index.php?id_noticia=182)

Lendo a postagem do SINTEPP, temos a confirmação de que de fato não foi processado o resultado final da eleição e que os documentos estão de posse das subsedes e que estes não repassaram a comissão eleitoral, falta explicar por quê?

Podem alegar que algumas subsedes são desprovidas de infraestrutura de comunicação ou de conexão com a internet, mas o que dizer de Ananindeua? Mesmo nesta subsede não se conhece o resultado. 

Seria conveniente divulgar o resultado o mais breve possível, fazer uma detalhada autocritica e uma rigorosa analise dos problemas ocorridos, afim de que não se repitam em novos processos eleitorais. E aproveitando a Lei da Transparência, aquela que obriga as diversas esferas do poder a divulgarem o número de funcionários e seus salários, o sindicato também poderia adotar esta medida, afinal, são os filiados que pagam as contas, nada mais justo, conhecermos em que é gasto nosso suado dinheiro.

Marcelo Carvalho

domingo, 5 de agosto de 2012

Enquanto engomo a calça


Como diria uma antiga música de Ednardo, "enquanto engomo a calça", ou melhor, enquanto removo a poeira e afino a língua, deixo vocês com o blog da Perereca, este já está com a língua afiada faz tempo.

Para recordar, ouçam a bela canção de Ednardo:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=JJ0i7z4AY58


Marcelo Carvalho