quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Você sabe o significado da palavra UBUNTU?


Veja o vídeo:



Na secretaria de Estado de Educação do Pará, e em vários outros órgãos públicos, utiliza-se uma distribuição do Linux, denominada Ubuntu. O linux é um Software Livre e é distribuído gratuitamente em vários sites da internet. Porém, acredito que os milhares de funcionários da SEDUC não conhecem o significado desta palavra e talvez nem a importância do Software Livre.

Muitos acreditam que a opção pelo Software Livre seja meramente econômica, o governo teria feito a escolha pensando na redução do custo do computador. Isto em parte é verdade, pois o custo do Sistema Operacional e de outros aplicativos são inseridos no custo final do equipamento. Porém, a questão econômica poderia ter sido resolvida. Em 2007, a Microsoft, chegou a oferecer seu sistema por R$10,00.

Porém, a opção pelo Linux é algo mais profundo, tão profundo quando o significado da palavra Ubuntu, mostrado no vídeo. O Linux representa a liberdade de escolha e a possibilidade de modificar o software, ao invés da padronização é privilegiado a diversidade, pois assim é a sociedade e assim é o homem, isto explica por que não existe um Linux e sim dezenas de distribuições, como o Linux Educacional (MEC), Boto Set Cabano (SEDUC - Sala de informática), o Ubuntu e muitos outros.

O Linux também defende uma visão de compartilhamento do saber científico e tecnológico, nesta visão o saber não é mercadoria a ser comercializado e gerar lucros para uma pessoa ou empresa. O saber é compartilhado, o sistema de código fonte aberto é um exemplo desta postura. O desenvolvimento do Linux é essencialmente comunitário, embora grandes empresas também contribuam com este desenvolvimento, cada descoberta ou avanço é rapidamente compartilhado o que gera novas descobertas, novos avanços, o Linux é desenvolvido 24 horas por dia, em todos os países do mundo!

Por ser livre, não existe Linux pirata, logo não há crime, o sistema pode ser copiado, modificado e novamente distribuído.


                            http://pt.wikipedia.org/wiki/Linux

Sobre o Linux - Boto Set Cabano: NTE Ananin

Marcelo Carvalho

O professor Roberto Martins tem razão

Ontem, 24/11, o professor Roberto Martins fez o seguinte comentário aqui no blog:
Blogger Blog do Roberto Martins disse...
 
Olá Marcelo, Não entendo a polêmica sobre o curso de Especialização em Mídias na Educação. Alguns cursistas amigos solicitaram informação sobre o "processo seletivo" não previsto nos documentos do curso por ocasião da divulgação. Esses cursistas ficam confusos quando são informados que estão cursando uma "especialização que não é especialização". Afirmo que o curso, é sim, uma especialização. Sou orientador de monografias do quadro do mídias, indicado pela SEDUC e meus orientandos (5) defenderam suas monografias em junho/2010, na FACOM/UFPA, com cronograma amplamente divulgado. Então, que história e essa de "especialização que não é especialização"? Roberto Martins

O comentário do professor me fez lembrar uma postagem que fiz aqui no blog, o texto foi um registro da conclusão da primeira turma do Curso Mídias, ou seja, a formação dos primeiros especialistas em Mídias na Educação, formados pela UFPA.
Eis a postagem:

Primeiros especialistas em Mídias na Educação do Estado Pará

O Curso Mídias na Educação completa seu primeiro ciclo e forma os primeiros especialistas em Mídias na Educação do Estado Pará. Entre os dias 20 e 26/04, na UFPa, ocorreram as apresentações e defesas públicas das monografias dos alunos que almejavam o título de especialista.
A conclusão desta turma e a formação dos alunos servem de estímulos aos que estão no Ciclo Intermediário, pois confirma a legalidade e validade do curso.
Um fato que merece destaque foi a participação dos multiplicadores dos NTEs tanto como orientadores e examinadores (Franz Pereira - NTE WLBL e Roberto Martins - NTE Mário Thomáz) e também como alunos (Jó Elder- NTE Abaetetuba, Cláudio Fernandes  - NTE Tucuruí e Maria Providência - NTE Bragança) 
Este blog saúda os concluintes e deseja vida longa à parceria MEC/UFPA/SEDUC que é responsável pela execução do curso.
 
Leia aqui a postagem completa Aqui 
Marcelo Carvalho

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Hoje não quero falar de política, ou quase...

Memórias Conjugais

Composição: Paulinho da Viola
 
Lapidar
Foi a sua frase
Proferida de um jeito natural
Registrei esta preciosidade
Sem alarde
No meu livro de memórias conjugais
-“Tenho asas, meu amor, preciso abri-las
Ao seu lado não sou muito criativa”

Depois dessa
Fui em busca do meu antidepressivo
E afundei
No sofá com meus jornais
Minha cara no espelho já diz tudo
Desconfio de um carma secular
Pelo jeito, eu também sou um embrulho
Mas eu juro, deste muro
Amanhã vou me jogar
Resolvi
Vou tomar uma providência
Pra começar, lá no bar do seu José
Para ver
Se exorcizo este domingo – céu nublado
E esta mala
Que não larga do meu pé


Este samba de Paulinho da Viola é um dos meus favoritos, sempre que vou ao Café Portela (Cidade Nova 8, bairro em que moro) fico pedindo aos músicos de plantão, como todos são meus amigos, eles sempre atendem minha solicitação.

É uma bela canção!


Marcelo Carvalho


Ps. No you tube não há vídeo disponível, fico devendo esta.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Mídias na Educação - Parte 4

Navegando na internet, encontrei a página da AEDI - Assessoria de Educação a Distânica - da UFPa, no site é possível ler as seguintes informações sobre o curso Mídias na Educação e sua 3ª oferta:

Especialização em Mídias na Educação

Objetivo: Proporcionar aos educadores habilidades e competências para o uso das diferentes mídias impressas e eletrônicas a serem utilizadas no fazer pedagógico.

Público-Alvo: Professores da Educação Básica, Educação Especial e Educação de Jovens e Adultos,profissionais e graduandos.

Período: O programa inicou em 2004 estando na 3a. versão.

Carga-horária: 360h

Coordenação: Facom/ Universidade Federal do Pará/ Instituiçãoes Parceiras/ Seduc/ Semec

Mais informações: aedi@ufpa.br  Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. / otacilio@ufpa.br 
Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

Telefone: 3201-7613/ 3201-7584 (FACOM)

Marcelo Carvalho

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Acessos

Este blog acaba de atingir a incrível marca de 69900 acessos. 





Obrigado!

Marcelo Carvalho

Mídias na Educação - Parte 3

"Todavia, desde já, cabe um esclarecimento: em seu todo o programa Mídias na Educação é, sim, uma especialização. O Ciclo Básico é que equivale a uma extensão universitária".

Fonte: http://midiaseducacao.blogspot.com/2009/11/rumo-ao-fim-do-ciclo-basico-3-oferta.html

Para saber mais acesse: http://midiaseducacao.blogspot.com

É certo que cada universidade tem sua regra própria, tem autonomia, mas o que não é aceitável é mudar a regra no meio do jogo.

Marcelo Carvalho

Mídias na Educação - Parte 2

Recordar é viver!

O que dizia a professora Áurea Albuquerque, ex-tutora do curso Mídias na Educação, sobre a importância e validade do curso:

"Para vocês vale o muito que tem que aprender, vale serem melhores naquilo que já fazem, e vale também o título de Especialista em Midias na Educação (que o título soa bem, isto sem dúvida! Talvez vocês nem consigam ver o valor disto tudo agora. Mas vale cada renúncia de tempo para outras coisas, como abdicar de lazer e descanso que certamente vocês estão fazendo agora pelo curso.

Vejam só um exemplo, aqui em Bragança há poucos especialistas em tecnologias em educação ou em informática educativa! O curso Midias na Educação, ministrado à distância para quase 200 professores, é a maior prova de que as mídias e as novas tecnologias, no caso a EAD, podem resolver muitos problemas de formação continuada de professores e da desigualdade de acesso ao conhecimento para muitos e em muitos lugares. Outro detalhezinho que não posso deixar escapar: aproveitem a oportunidade ou paguem quase dois mil reais por um curso similar e ofertado em condições bem mais difíceis que às nossas!

Não é fantástico saber que o mesmo curso, com o mesmo conteúdo, mesmo ambiente virtual está sendo ministrado aqui, em São Paulo, em Minas, no Maranhão, no Acre e no país inteiro??!! Só as mídias e as tecnologias integradas na educação puderam tornar isto possível.

Acreditem! É muito bom fazer parte disto! E seria ainda mais gratificante se a maioria de vocês cursitas, mesmo com as dificuldades, se sentissem um pouco mais dispostos e pudessem perceber a importância e o peso deste curso para todos os envolvidos nele"!




Acho que o curso de história ainda me vale alguma coisa, mesmo que eu não tenha mais interesse em ministrar aulas desta disciplina, as técnicas e o método de estudar o passado ainda são úteis, principalmente para lembrar as pessoas que o passado existe e que não pode ser apagado por conveniências do presente.

Marcelo Carvalho

domingo, 21 de novembro de 2010

Mídias na Educação - Parte 1




Apresentação

Mídias na Educação é um programa a distância, com estrutura modular, com o objetivo de proporcionar formação continuada para o uso pedagógico das diferentes tecnologias da informação e da comunicação – TV e vídeo, informática, rádio e impressos – de forma integrada ao processo de ensino e aprendizagem, aos profissionais de educação, contribuindo para a formação de um leitor crítico e criativo, capaz de produzir e estimular a produção nas diversas mídias.
O programa possibilita diferentes percursos de aprendizagem e certificação. Estão previstos três níveis de certificação constituindo ciclos de estudo: o Ciclo Básico, de Extensão com 120 horas de duração; o Intermediário, de Aperfeiçoamento, com 180 horas: e o Avançado, de Especialização, com 360 horas.
Em 2005 foi implementada versão piloto, on line, no ambiente e-ProInfo, para 1.200 potenciais multiplicadores e tutores de todos os estados brasileiros. Em 2006, iniciou a versão on line do Ciclo Básico, com certificação em extensão, para dez mil profissionais de Educação Básica em todo o País.
O programa está sendo desenvolvido  pela SEED/MEC em parceria com secretarias de educação e universidades públicas , estas responsáveis pela produção, oferta e certificação dos módulos, assim como pela seleção e capacitação de tutores. Com foco na pedagogia da autoria, na integração de tecnologias, na democratização e flexibilização do acesso à formação e no trabalho colaborativo, o Programa pretende ser uma referência para cursos on line. Mídias na Educação: a autoria com estratégia de aprendizagem.

Público-alvo

Profissionais em educação, em especial professores da Educação Básica, capazes de produzir e estimular a produção dos alunos nas diferentes mídias, de forma articulada à proposta pedagógica e a uma concepção interacionista de aprendizagem.

Objetivo geral:

  • Contribuir para a formação de profissionais em educação, em especial professores da Educação Básica, capazes de produzir e estimular a produção dos alunos nas diferentes mídias, de forma articulada à proposta pedagógica e a uma concepção interacionista de aprendizagem.

Objetivos específicos:
  • Identificar aspectos teóricos e práticos referentes aos meio e comunicação no contexto das diferentes mídias e no uso integrado das linguagens de comunicação: sonora, visual, impressa, audiovisual, informática e telemática, destacando as mais adequadas aos processos de ensino e aprendizagem;

    - Explorar o potencial dos Programas da SEED/MEC (TV Escola, Proinfo, Rádio Escola, Rived) e os desenvolvidos por IES ou Secretarias Estaduais e Municipais de Educação, no Projeto Político Pedagógico da escola, sua gestão no cotidiano escolar e sua disponibilidade à comunidade;

    - Elaborar propostas concretas para utilização dos acervos tecnológicos disponibilizados à escola no desenvolvimento de atividades curriculares nas diferentes áreas do conhecimento;

    - Desenvolver estratégias de autoria e de formação do leitor crítico nas diferentes mídias;

    - Elaborar projeto de uso integrado das mídias disponíveis.

Organização dos Módulos no Curso

Os Módulos do programa estão estruturados em três Ciclos, permitindo o tratamento dos temas em diferentes níveis de profundidade, a saber:


CICLO BÁSICO
EXTENSÃO
120 HORAS 
 
Módulos básicos sobre uso educacional e produção em mídias e sua gestão
CICLO INTERMEDIÁRIO
APERFEIÇOAMENTO    
180 HORAS

     Módulos temáticos dedicados às diversas mídias, sua gestão, autoria e aplicabilidade educacional
CICLO AVANÇADO
ESPECIALIZAÇÃO
360 HORAS
Módulos temáticos dedicados às especificidades e ao aprofundamento da autoria das mídias na educação


Ciclo Básico – Constitui o núcleo em torno do qual se estruturam os demais ciclos. Engloba a discussão sobre a utilização das mídias em diferentes concepções pedagógicas, os fundamentos e a aplicabilidade das principais mídias no ensino e na aprendizagem, tanto do ponto de vista do espectador quanto do autor. Terá carga horária de 120 horas e poderá ser certificado como Extensão, desde que apresentado e avaliado como suficiente, o trabalho final estipulado para o nível.


Ciclo Intermediário – Será formado por módulos temáticos de nível intermediário, constituindo desdobramentos e acréscimos aos módulos do Nível Básico.
Para fazer jus à certificação de Aperfeiçoamento, o participante deverá ter cursado o equivalente a 120 horas do Nível Básico mais o equivalente a 60 horas em Módulos do Ciclo Intermediário, além de apresentar o trabalho final estipulado para o nível.


Ciclo Avançado – Será constituído pelo Ciclo Básico, acrescido de, pelo menos, o equivalente a 60 horas de estudo de Módulos do nível intermediário e de, pelo menos, o equivalente a 180 horas de estudo de Módulos do nível avançado, perfazendo um total de 360 horas.


Fontes:

Post original: Blog da professora Áurea:
http://tutoriademidias.wordpress.com/2009

Marcelo Carvalho

sábado, 20 de novembro de 2010

Novos especialistas em Tecnologias em Educação


Imagem: Professores Sidinei e Éric, no centro a professora Bertolina, Ex-coordenadora do Proinfo-Pa, foi na gestão dela que o curso foi estruturado.


Nos dias 18 e 19 de novembro foi finalizado o Curso de Especialização em Tecnologias em Educação, ministrado pela PUC-Rio. O encerramento do curso foi marcado pelo encontro presencial de todos os alunos, durante o encontro eles apresentaram seus trabalhos de conclusão de curso – TCC.
Os alunos do curso são professores da rede estadual de ensino e de redes municipais, muitos atuam em salas de informática e nos NTEs. O curso foi uma excelente oportunidade para aprofundar conhecimentos na área das TIC e sua aplicação na educação.
O curso foi desenvolvido na modalidade Educação a Distância e foi implementado em parceria entre o Governo Federal (MEC-PRINFO), o Governo Estadual (SEDUC-CTAE) e com as prefeituras de diversos municípios representados pela UNDIME-Pa.

Estive no auditório da SEMED (Secretaria de Educação de Ananindeua), e pude constatar a felicidade dos professores com a conclusão dos estudos e obtenção do título de especialização. Também, foi possível perceber que muitos TCCs refletiram sobre as políticas públicas implementadas pela SEDUC-DITEC-CTAE nos últimos quatro anos, como o Portal Escolar, projeto EDUCAREDE, Rádio Escola e projetos de utilização da sala de informática.

Fiquei muito contente em encontrar meus amigos multiplicadores dos NTEs e mais ainda ao ouvir vários depoimentos de agradecimento e de reconhecimento pelo trabalho que desenvolvi na CTAE. Uma das declarações que mais me deixou emocionado foi a da professora Josefa, multiplicadora do NTE Santarém, ela lembrou do dia em que estávamos em Santarém e ela dizia que tinha desistido e enviado um e-mail à coordenação da PUC oficializando seu desligamento do curso. Naquele dia chamei a atenção da professora, disse que ela não poderia fazer aquilo, pois ela era uma referência para os demais professores, ela era multiplicadora do NTE e tutora do curso Mídias na Educação e portanto tinha que zelar por sua imagem e ser um exemplo aos demais. Ela reconsiderou sua decisão, retornou ao curso e ontem defendeu seu trabalho.

O curso foi importante para todos os professores, entretanto, foi especial para os que atuam nos NTEs, pois os professores de diversos núcleos participaram e tiveram oportunidade de aprofundar seus conhecimentos e assim melhorar sua prática docente. Por este motivo, encerro esta postagem homenageando os novos especialistas dos NTEs e fico torcendo para em breve poder postar aqui neste blog os projetos que eles desenvolverão em favor das escolas e de outros professores, pois como o nome diz, os que atuam nos NTEs são multiplicadores!

NTE Professor Washington Lopes – NTE Belém

Aderílson – Bolsista do NTE
Sanches – Bolsista do NTE

NTE Mário Thomáz

Micheline

NTE Ananindeua

Éric

NTE Marabá
Elizânia
Robenilde

NTE Bragança
Joelma

NTE Abaetetuba

Jó Elder

NTE Altamira

André
Fabrício

NTE Santarém

Josefa
Iara

NTE Tucuruí

Cláudio
Claudete
Dilma
Vitória
Marilene

NTE Benevides

Elizabeth

Marcelo Carvalho

Fonte: Fotografia (blog do professor Éric)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Ainda sobre o ENEM


Minha amiga Rosistela Oliveira, multiplicadora do NTE Belém, politizada e culta, como poucas pessoas que conheço, enviou-me um email muito interessante sobre o ENEM.

Após ler o texto, decidi publicar aqui no blog e divulgar o ponto de vista de Miguel Nicolelis, este pesquisador nos mostra a importância do ENEM e porque certos setores da sociedade desejam o seu fim.

Nicolelis: só no Brasil a educação é discutida por comentarista esportivo

por Conceição Lemes

Desde o último final de semana, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o Ministério da Educação (MEC) estão sob bombardeio midiático.
Estavam inscritos 4,6 milhões estudantes, e 3,4 milhões  submeteram-se às provas.  O exame foi aplicado em 1.698 cidades, 11.646 locais e 128.200 salas.  Foram impressos 5 milhões de provas para o sábado e outros 5 milhões para o domingo. Ou seja, o total de inscritos mais de 10% de reserva técnica.
No teste do sábado, ocorreram  dois erros  distintos. Um foi assumido pela gráfica encarregada da impressão. Na montagem, algumas provas do caderno de cor amarela tiveram questões repetidas, ou numeradas incorretamente ou que faltaram. Cálculos preliminares do MEC indicavam que essa falha tivesse afetado cerca de 2 mil alunos. Mas o balanço diário tem demonstrado, até agora, que são bem menos: aproximadamente 200.
O outro erro, de responsabilidade do Inep, foi no cabeçalho do cartão-resposta. Por falta de revisão adequada, inverteram-se os títulos. O de Ciências da Natureza apareceu no lugar de Ciências Humanas e vice-versa. Os fiscais de sala foram orientados a pedir aos alunos que preenchessem o cartão, de acordo com a numeração de cada questão, independentemente do cabeçalho. Inep é o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais, órgão do MEC encarregado de realizar o Enem.
“Nenhum aluno será prejudicado. Aqueles que tiveram problemas poderão fazer a prova em outra data”, tem garantido desde o início o ministro da Educação, Fernando Haddad. “Isso é possível porque o Enem aplica  a teoria da resposta ao item (TRI), que permite que exames feitos em ocasiões diferentes tenham o mesmo grau de dificuldade.”
Interesses poderosos, porém, amplificaram ENORMEMENTE os erros para destruir a credibilidade do Enem. Afinal, a nota no exame é um dos componentes utilizados em várias universidades públicas do país para aprovação de candidatos, além de servir de avaliação parabolsa do PRO-UNI.
“Só os donos de cursinhos e aqueles que não querem a democratização do acesso à universidade podem ter algo contra o Enem”, afirma, indignado, ao Viomundo o neurocientista Miguel Nicolelis, professor da Universidade de Duke, nos EUA, e fundador do Instituto Internacional de Neurociências de Natal, no Rio Grande do Norte. “Eu vi a entrevista do ministro Fernando Haddad ao Bom Dia Brasil, TV Globo. Que loucura!  Como  jornalistas  que num dia falam de incêndio, no outro, de escola de samba, no outro, ainda, de esporte, podem se arvorar em discutir um assunto tão delicado como sistema educacional? Pior é que ainda se acham entendedores. Só no Brasil educação é discutida por comentarista esportivo!”
Nicolelis é um dos maiores neurocientistas do mundo. Vive há 20 anos nos Estados Unidos, onde há décadas existe o SAT (standart admissions test), que é muito parecido com o Enem. Tem três filhos. Os três já passaram pelo Enem americano.

Viomundo — De um total de 3,4 milhões de provas aplicadas no sábado, houve problema incontornável em menos de 2 mil. Tem sentido detonar o Enem, como a mídia brasileira tem feito? E dizer que o Enem fracassou, como um ex-ministro da Educação anda alardeando?

Miguel Nicolelis — Sinceramente, de jeito algum — nem um nem outro. O Enem é equivalente ao  SAT, dos Estados Unidos. A metodologia usada nas provas é a mesma: a teoria de resposta ao item, ou TRI, que é uma tecnologia de fazer exames.  O SAT foi criado  em 1901. Curiosamente, em outubro de 2005, entre as milhões de provas impressas, algumas tinham problema na barra de códigos onde o teste vai  ser lido.  A entidade que  faz o exame não conseguiu controlar, porque esses erros podem acontecer.

Viomundo — A Universidade de Duke utiliza o SAT?

Miguel Nicolelis — Não só a Duke, mas todas as grandes universidades americanas reconhecem o SAT. É quase um consenso nos Estados Unidos. Apenas uma minoria é contra. E o Enem, insisto, é uma adaptação do SAT, que é uma das melhores maneiras de avaliação de conhecimento do mundo. O teste é a melhor  forma de avaliar uniformemente alunos submetidos a diferentes metodologias de ensino. É a saída para homogeneizar a  avaliação de estudantes provenientes de um sistema federativo de educação, como o americano e o brasileiro,  onde os graus de informação, os métodos, as formas como se dão, são diferentes.

Viomundo — Qual a periodicidade do SAT?

Miguel Nicolelis –  Aqui, o exame é aplicado sete vezes por ano. O aluno, se quiser, pode fazer três, quatro, cinco, até sete, desde que, claro, pague as provas. No final, apenas a melhor é computada. Vários estudos feitos aqui já demonstraram que o SAT é altamente correlacionado à capacidade mental geral da pessoa.
Todo ano as provas têm uma parte experimental. São questões que não contam nota para a prova. Servem apenas para testar o grau de dificuldade. Assim, a própria criançada vai ranqueando as perguntas, permitindo a ampliação do banco de questões. Outra peculiaridade do sistema americano é a forma de corrigir a prova. É desencorajado o chute.

Viomundo — Explique melhor.

Miguel Nicolelis — Resposta errada perde ponto, resposta em branco, não. Por isso, o aluno pensa muito antes de chutar, pois a probabilidade de ele errar é grande. Então se ele não sabe é preferível não responder do que correr o risco de responder errado.

Viomundo –  Interessante …

Miguel Nicolelis – Na verdade,  o SAT é  maneira  mais honesta, mais democrática de avaliar pessoas de  lugares diferentes, com sistemas educacionais diferentes,  para tentar padronizar o ingresso. Aqui, nos EUA, a molecada faz o exame e manda para as faculdades que quer frequentar. E as escolas decidem quem entra, quem não entra. O SAT é um dos componentes para essa avaliação.

Viomundo — Aí tem cursinho para entrar na faculdade?

Miguel Nicolelis — Tem para as pessoas aprenderem a fazer o exame, mas não é aquela loucura da minha época. Era cheio de cursinho para todo lugar no Brasil. Cursinho  é uma máquina de fazer dinheiro.  Não serve para nada a não ser para fazer o exame. Por isso ouso dizer: só os donos de cursinho e aqueles que não querem democratizar o acesso à universidade podem ter algo contra o Enem.

Viomundo –Mas o fato de a prova ter erros é ruim.

Miguel Nicolelis — Concordo. Mas os erros vão acontecer.  Em 1978, quando fiz a Fuvest (vestibular unificado no Estado de São Paulo), teve pergunta eliminada, pois não tinha resposta.  Isso acontece desde o tempo em que havia exame para admissão [ao primeiro ginasial, atualmente 5ª série do ensino fundamental]  na época das cavernas (risos). Você não tem exame 100% correto o tempo inteiro.
Então, algumas pessoas estão confundindo uma metodologia  bem estudada, bastante conhecida e aceita há décadas,   com problemas operacionais que acontecem em qualquer processo de impressão de milhões de documentos. Na dimensão em que aconteceram no Brasil está dentro das probabilidade de fatalidades.

Viomundo -- Em 2009, também houve problema, lembra-se?

Miguel Nicolelis -- No ano passado foi um furto, foi um crime. O MEC não pode ser condenado por causa de um assalto, que é uma contingência e nada tem a ver com a metodologia do teste.
Só que, infelizmente, gerou problemas operacionais para algumas universidades, que não consideraram a nota do Enem nos seus vestibulares. Isso não quer dizer que elas não entendam ou não aceitam o teste. As provas do Enem são muito mais democráticas, mais  racionais e mais bem-feitas do que os vestibulares de qualquer universidade brasileira.
Eu fiz a Fuvest. Naquela época, era muito ruim. Não media nada. E, ainda assim, a gente teve de se sujeitar àquilo, para entrar na faculdade a qualquer custo.

Viomundo -- Fez cursinho?

Miguel Nicolelis -- Não. Eu tive o privilégio de estudar numa escola privada boa. Mas muitas pessoas que não tinham educação de alto nível eram obrigadas a recorrer ao cursinho para competir em condições de igualdade.
Mas o cursinho não melhora o aprendizado de ninguém. Cursinho é uma técnica de aprender a maximizar a feitura do exame. É quase um efeito colateral do sistema educacional absurdo que  até recentemente tínhamos no Brasil. É um arremedo. É um aborto do sistema educacional que não funciona.

Viomundo -- Qual a sua avaliação do Enem?

Miguel Nicolelis -- É um avanço tremendo, porque a longo prazo a repetição do Enem várias vezes por ano vai acabar com o estresse do vestibular. Você retira o estresse do vestibular. Na minha época, e isso acontece muito ainda hoje, o jovem passava os três anos esperando aquele "monstro". De tal sorte, o vestibular transformava o colegial numa câmara de tortura. Uma pressão insuportável. Um  inferno tanto para os meninos e meninas quanto para as famílias. Além disso,  um sistema humilhante, porque as pessoas que não podiam frequentar um colégio privado de alto nível sofriam com o complexo de não poder competir em pé de igualdade. Por isso os cursinhos floresceram e fizeram a riqueza de tanta gente, que agora está metendo o pau no Enem. Evidentemente  vários interesses estão sendo contrariados devido ao êxito do Enem.

Viomundo -- Tem muita gente pichando, mesmo.

Miguel Nicolelis -- Todo esse pessoal que picha acha que sabe do que está falando.  Só que não sabe de nada. Exame educacional não é  jogo de futebol. Tem metodologia, dados, história. E olha que eu adoro futebol. Sempre que estou no Brasil, vou ao estádio para assistir ao jogos do Palmeiras [Ninguém é perfeito (rs)!] O Brasil fez muito bem em entrar no Enem. É o único jeito de  acabar com esse escárnio, com essa ferida que é o vestibular.

Viomundo — Nos EUA, não há vestibular para a universidade. O senhor acha que o Brasil seguirá essa tendência?

Miguel Nicolelis --  Acho que sim. O importante é o seguinte. O Brasil está tentando iniciar esse processo. Quando você inicia um processo dessa magnitude, com milhões fazendo exame,  é normal ter problemas operacionais de percurso, problemas operacionais. Isso faz parte do processo.
Nos Estados Unidos, as provas já vão começar a ser feitas via internet. Como o Brasil em pouco tempo está avançando rapidamente, acredito que logo teremos várias provas por ano, como aqui [nos EUA, há sete, lembram-se?], e tudo por computador. O aluno se inscreve e, num dia e hora pré-determinados, vai com a sua senha a um terminal estabelecido — terá de se estabelecer uma rede –  acessa e faz a prova. Será um exame só para ele. Você elimina o risco de vazamento e economiza com a impressão de provas, que custa um dinheirão.
Nós estamos caminhando para o Enem ser a moeda de troca da inclusão educacional. As crianças vão aprender que não é porque elas fazem cursinho famoso da Avenida Paulista que elas vão ter mais chance de entrar na universidade. Elas vão entrar na universidade pelo que elas acumularam de conhecimento ao longo da vida acadêmica delas. Elas vão poder demonstrar esse conhecimento sem estresse, sem medo, sem complexo de inferioridade. De uma maneira democrática. E, num futuro próximo, tanto as crianças de escolas privadas quanto as  de escolas públicas vão começar a entrar nesse jogo em pé de igualdade. Aí, sim vai virar jogo de futebol.
Futebol é uma das poucas coisas no Brasil em que o mérito é implacável. Joga quem sabe jogar. Perna de pau não joga. Não tem espaço. O talento se impõe instantaneamente.
Educação tem de ser a mesma coisa. O talento e a capacidade têm de aflorar naturalmente e todas as pessoas têm de ter a chance de sentar na prova com as mesmas possibilidades.

 Marcelo Carvalho

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Seminário "A Situação do Lixo em Belém: uma visão interdisciplinar

Nos próximos dias 25 e 26 de novembro, acontecerá em Belém, o seminário: A Situação do Lixo em Belém: uma visão interdisciplinar. 

O evento será importante por reunir um amplo grupo de pesquisadores e profissionais liberais, todos interessados no estudo, debate e apresentação de soluções para a questão do tratamento dos resíduos sólidos.

Meu intresse no evento advém do projeto de dissertação de mestrado que atualmente desenvolvo, no qual pesquiso a cadeia produtiva da reciclagem de resíduos sólidos e a ação das cooperativas de catadores. 
O seminário será uma excelente oportunidade para conhecer outros pesquisadores e contribuir com as discussões e quiçá soluções para o problema do lixo, situação extremamanete grave que tem degradado a imagem e a quailidade de vida dos cidadãos que residem em Belém.

Eis o convite do seminário:

O Grupo de Combate ao Lixo “Belém – Cidade Linda”, movimento cidadão e apartidário, vem, através de sua Coordenadora, convidar os belenenses  a participar do Seminário "A Situação do Lixo em Belém: uma visão interdisciplinar". 

Data: 25/11/2010 e 26/11/2010 
Hora: 15:00 e 18:30 
Local: auditório do CESUPA, Av. Alcindo Cacela, 1523, Belém/PA. 

O evento objetiva debater o problema da gestão de resíduos sólidos no Município de Belém, no intuito encontrar alternativas e propostas de melhorias para o atual modelo que vem sendo adotado pela municipalidade. 

As inscrições e programação estão disponíveis no nosso endereço eletrônico http://belemcontraolixo.blogspot.com/.

Programação
25/11
15:00   Abertura
15:10   Mesa 1: Atual situação do lixo em Belém
            Palestrantes: SESAN
            Mediadora: Dra. Ana Maria Brabo
 
16:00   Mesa 2: Experiência pioreiras: reduzir, reutilizar e reciclar
            Palestrantes: Movimento Nacional dos Catadores - ONG NoOlhar
            Mediadora: Dra. Ana Maria Brabo
 
17:00   Intervalo
17:15   Mesa 3: Malefícios causados pelo lixo
Palestrantes: Dr. Maurício Koury & PARATUR
            Mediadora: Dra. Ana Maria Brabo
 
18:30   Finalização
 
26/11
15:00   Abertura
15:10   Mesa 4: Gestão de resíduos sólidos 
Palestrantes: Prefeito Municipal de Paragominas, Adnan Demachki
Valdivia Norat (UFPA)
            Mediadora: Dra. Erica Almeida de Sousa
 
16:00   Mesa 5: Responsabilidades por danos ou riscos
            Palestrantes: Ministério Público do Estado do Pará,
 Ministério Público Federal – Dr. Ubiratan Cazetta
            Mediadora: Dra. Erica Almeida de Sousa 
 
17:00   Intervalo
 
17:15   Mesa 6: Propostas para a mudança da realidade na região metropolitana de Belém
           Palestrantes: Lúcio Flávio Pinto
representante do setor empresarial
            Mediadora: Dra. Erica Almeida de Sousa
 
18:30   Fechamento das propostas. Encaminhamentos. Encerramento.
 
Para conhecer o grupo e suas ações: http://belemcontraolixo.blogspot.com/
Post: Marcelo Carvalho

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

NTE Prof. Washington Lopes - NTE Belém - Convida



Convidamos  V. Sa. a participar  da premiação do I Festival Multimidias  das Escolas Públicas Estaduais de Belém.
Local: NTE Washington Luís Barbosa Lopes
Data:  17/11/2010
Hora: 17:00hs
Sua presença é imprescindivel, visto que esse encontro é uma das principais ações em termos de politicas púbicas de inclusão digital d0 NTE/CTAE/SEDUC.
Contamos com empenho  e a solicitude de cada um(a) para que  esse evento alcance seus objetivos


Joseane Figueiredo
Coordenadora do NTE Belém
Imagem: Blog do NTE Belém
 
Marcelo Carvalho 

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Para entender e dar importância ao ENEM

Para entar na faculdade de Direito da Universidade de Harvard, Barack Obama teve que fazer o ENEM (lá conhecido como SAT).

Sessenta países membros da OCDE submetem os estudantes ao ENEM – lá conhecido como teste PISA.

O Toffel de proficiência em inglês é um ENEM.

É um sistema universal, comparável, utilizado há 60 anos e há quinze no Brasil.

O usa o método TRI – perguntas diferentes com idêntido grau de dificuldade.

Só assim é possvel aplicar o ENEM em dias diferentes, locais distantes  e, no Brasil, em 1.600 cidades do país e a três milhões de estudantes.

É o sistema que seleciona os alunos do ProUni, os que se submetem à Prova Brasil, à Provinha Brasil, ao Enseja e, proximamemnte, aos financiados pelo FIES.

(Na gestão Haddad, o FIES passou a dispensar fiador. E, se o aluno cursar Medicina ou se tornar professor de escola pública, não paga o financiamento – o Estado paga tudo. Que horror !)

Para se inscrever no ENEM, o candidato paga R$ 35.

Mas, se for egresso de escola pública ou se demonstrar que é pobre não paga nada.


Continue lendo...aqui

Fonte: Conversa Afiada

Marcelo Carvalho

Canção do novo mundo

Composição: Beto Guedes / Ronaldo Bastos
 
Quem sonhou
Só vale se já sonhou demais
Vertente de muitas gerações
Gravado em nosso corações
Um nome se escreve fundo
As canções em nossa memória
Vão ficar
Profundas raízes vão crescer
A luz das pessoas
Me faz crer
E eu sinto que vamos juntos
Oh! Nem o tempo amigo
Nem a força bruta
Pode um sonho apagar
Quem perdeu o trem da história por querer
Saiu do juízo sem saber
Foi mais um covarde a se esconder
Diante de um novo mundo
Quem souber dizer a exata explicação
Me diz como pode acontecer
Um simples canalha mata um rei
Em menos de um segundo
Oh! Minha estrela amiga
Porque você não fez a bala parar
Oh! Nem o tempo amigo
Nem a força bruta
Pode um sonho apagar
Quem perdeu o trem da história por querer
Saiu do juízo sem saber
Foi mais um covarde a se esconder
Diante de um novo mundo

Ouça a música:




Marcelo Carvalho

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Tributo à militância

Acabou mais uma eleição. Começa o novo governo!
O momento chave do processo que tanto nos orgulhamos e que nos permite o voto direto para escolher nossos representantes.
Todos sabemos o quanto foi difícil conquistar esse direito.
A mobilização popular, a militância na Rua e na Rede e o resultado de 8 anos do governo Lula, foram imprescindíveis para  conquistar mais 4 anos com Dilma.
A militância é uma força que não tem preço, que move um povo, que exige democracia e sustenta um estado soberano.
Olhando um pouco para a nossa história recente eu me lembro de 2005, quando nossos adversários diziam que o nosso partido tinha morrido, que nenhum militante petista iria mais às ruas por livre e espontânea vontade, que a nossa eleição interna não teria quórum.
Sim, por que, o PT escolhe seus dirigentes de maneira direta e totalmente democrática.
E no PED de 2005 não apenas a militância esteve em peso para dar a sua opinião como se sobressaiu no segundo turno da eleição de 2006. Na nossa eleição interna de 2005 votaram 315 mil filiados, que mobilizaram mais de 58 milhões de votos no segundo turno, para uma grande vitória na reeleição do nosso companheiro Lula.
Não, senhores, o PT não morreu, como se tornou ainda mais forte, e em 2009 tivemos um recorde de filiados votando na nossa eleição interna, foram 518.912 pessoas, cidadãs e cidadãos petistas.
A militância nunca deixou o Partido quebrar mesmo nas suas maiores crises, pois a força real desse grande partido é a sua militância.
Nunca podemos nos esquecer disso. Um partido não é feito apenas de seus dirigentes ou da máquina partidária, um partido são as pessoas que o apóiam e vão as ruas, escolas, redes sociais, gritar e defender a sua posição de luta para um Brasil forte e democrático.
Esses exemplos são novos, datam de 2005 para cá, mas a história da militância do PT ou mesmo de toda a esquerda do nosso pais, não se resume nos últimos anos.
A história brasileira é marcada pelo suor e sangue desses bravos guerreiros da democracia. Da militância que esteve presente na luta pela abolição, na revolta tenentista em todo o pais, na luta contra a ditadura militar, na campanha das diretas já, ao lado dos seringueiros e de Chico Mendes.
A história Brasileira é marcada pelo militante que foi preso, torturado, exilado, hostilizado e até hoje chamado de terrorista pela direita que não admite que o povo se organize e lute por seus direitos.
O PT não tem dono, mas sim uma conquista de toda esquerda brasileira.
O verde e o amarelo são as nossas cores, mas é o vermelho que nos enche de energia e de vontade de continuar lutando por justiça social e um Brasil de todos.
A base do PT e a base de todas as conquistas do estado de direito democrático que vivemos hoje, está na vontade popular e na militância, que nunca se negou ou fugiu do trabalho, mesmo em momentos de grande dificuldade.
Mesmo hoje não vemos as ruas se esvaziando, mas ao contrário, a cada comício, passeata, twittaço, com ou sem a candidata vemos mais e mais pessoas militando. Não apenas nas ruas, mas no ambiente virtual na forma dos nossos amados blogs e blogueiros sujos.
Não há quem negue o papel fundamental que a militância do PT e da esquerda brasileira tiveram na conquista da nossa vitoria.
E isso só prova mais uma vez que a política não está subordinada a técnica, mas sim a técnica está subordinada à política e à vontade popular.
O que ganha uma eleição são as realizações dos nossos governos municipais, estaduais e federal.
O que ganha eleição são as conquistas, resultado de anos de luta, e nós não podemos nunca esquecer disso, sobre pena de menosprezar nossa historia.
Desejamos à companheira Dilma saúde, serenidade e paz, para que as suas decisões sejam feitas com tranqüilidade. Porém, não desejamos sorte, pois acreditamos no nosso projeto, e na sua competência.
Parabéns a todos aquele que não tem medo, que não hesitam, que “não fogem à luta”. Meu respeito a todos os brasileiros e brasileiras que sabem muito bem que dar sua opinião e lutar por ela não é agredir a ninguém, que respeitar o outro não é se calar.
Meu orgulho é lutar ao lado de vocês, companheiros.
Vamos à luta, sempre!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010